O CV que tenta abraçar todas as vagas
Antes de cada call de avaliação da mentoria da Rebase, eu leio o CV com a mesma pergunta: se eu estivesse contratando alguém com esse perfil, o que estaria bom e o que estaria ruim?
Fiz essa pergunta por 4 anos e meio como CTO e depois CEO da Meteor Software, contratando dev brasileiro pra um time remoto em 5 países. Hoje faço com o Gabs, na Rebase, que a gente fundou junto.
Na Rebase, o CV é uma das últimas peças do método. Ele sai de 2 coisas: o Núcleo, o registro de tudo o que você comprova (experiências, resultados com número e histórias), e um alvo claro. E melhora a cada rodada de candidaturas.
Este texto é sobre essa peça. O meu conselho pra ela é um alvo por CV: o CV fala de um cargo e uma stack, e as outras vagas que a sua experiência sustenta continuam na sua lista.
Eu bato nessa tecla por causa de um tipo de CV que vejo bastante, com "Software Engineer | Backend | Data | DevOps | Mobile" no topo e mais de 20 skills na lista. Muitas vezes o perfil é bom, e a pessoa fez mesmo tudo aquilo. Só que esse currículo genérico costuma ter dificuldade de dar match com uma vaga específica.
No texto completo eu mostro por que tanta gente chega nesse CV, o que quem contrata enxerga do outro lado, o que muda com o filtro de IA na triagem e o antes e depois do topo do currículo de um dev Java.